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Romário 60 anos: relembre frases inesquecíveis do Baixinho

Romário não foi apenas um dos maiores artilheiros da história do futebol. O “gênio da pequena área”, como era conhecido, foi ainda um dos personagens mais autênticos e polêmicos que o esporte já viu.

Conhecido por sua língua afiada, o ex-jogador colecionou frases que se tornaram emblemáticas ao longo da carreira.

Dentro da comemoração dos 60 anos de Romário, completados nesta quinta-feira (29), o 365Scores separou algumas das frases mais marcantes do ex-jogador.

“O Pelé calado é um poeta”

Em 2005, Pelé sugeriu, em entrevista, que Romário deveria se aposentar para não “manchar” sua carreira com atuações abaixo da média. Na época, o então atacante tinha 41 anos e ainda buscava o milésimo gol.

Sem papas na língua, o Baixinho rebateu o Rei do Futebol:

“Pelé calado é um poeta. Quando abre a boca, só fala m…. Tinha que colocar um sapato na boca”.

“Agora a corte está toda feliz: o rei, o príncipe e o bobo”

No Vasco, Romário viveu uma rivalidade interna com Edmundo. O desgaste começou quando o Animal descobriu que havia perdido a braçadeira de capitão e o posto de cobrador oficial de pênaltis para o Baixinho, que retornava ao Cruz-Maltino após passagem pelo Flamengo. Edmundo não gostou da decisão.

A insatisfação aumentou com a marcação de uma penalidade em uma partida contra o Bangu. O camisa 11 assumiu a cobrança, recusou o pedido do companheiro para bater e acabou desperdiçando a chance, acertando o travessão.

Contrariado, Edmundo demonstrou irritação em campo e voltou a externar o descontentamento na saída do gramado.

“Quem manda é o homem lá (Eurico Miranda). Eu só estou treinando. Só eu estava treinando os pênaltis. Mas quem manda é o homem. O homem quer que bata o príncipe, eu não tenho culpa”.

Dias depois, o Baixinho respondeu e protagonizou uma das frases mais emblemáticas do futebol nacional:

“Agora a corte está toda feliz: o rei (Eurico), o príncipe (Romário) e o bobo (Edmundo)”.

A declaração marcou o rompimento da relação entre os dois por anos.

“O cara entrou no ônibus agora e já quer sentar na janelinha”

Quando Romário defendia o Fluminense, em 2004, o então jovem técnico Alexandre Gama tentou barrar o atacante por questões táticas. O Baixinho, porém, não estava acostumado a começar no banco de reservas e disparou:

“O cara entrou no ônibus agora e já quer sentar na janelinha”.

Alexandre Gama acabou perdendo a queda de braço e foi demitido pelo Fluminense pouco tempo depois.

Foto: Ruediger Fessel/Bongarts/Getty Images

“Quando eu nasci, o Papai do Céu apontou o dedo para mim e disse: ‘Esse é o cara'”

A frase foi dita em outubro de 2003, após a vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Corinthians, no Maracanã.

Naquele momento, Romário enfrentava críticas, sobretudo pelo fato de o clube carioca somar apenas uma vitória em dez jogos no Campeonato Brasileiro. Autor do gol do triunfo, o atacante tirou a equipe das Laranjeiras da zona de rebaixamento.

Na saída de campo, cercado por microfones, ele soltou a pérola:

“Não adianta, quando eu nasci, o Papai do Céu apontou o dedo para mim e disse: ‘Esse é o cara’. O resto é resto.”

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Lucas Dantas

Jornalista formado pela UNIFACHA do Rio de Janeiro, apaixonado por futebol e pela arte de contar boas histórias dentro e fora das quatro linhas. Também tento me arriscar na Fórmula 1.

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