A central Thaisa abriu o jogo no Basticast. Em um episódio de mais de duas horas de duração, a jogadora de vôlei do Minas falou sobre sua carreira, grandes momentos, vitórias inesquecíveis e, também, dificuldades.
Thaisa fez revelações sobre sua saúde mental, o início difícil no esporte e sua mentalidade competitiva.
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A luta contra a depressão
Thaisa revelou ter enfrentado a depressão em dois momentos da carreira, destacando como o ambiente do esporte era menos aberto a isso antigamente:
“Naquela época, esquece. Não tinha essa de ‘dar um time‘ para cuidar da saúde mental. Tinha que jogar, tinha que treinar. Eu só levantava, comia e dormia. Porque eu não queria viver. Eu não queria ficar acordada.”
“Era uma sensação que você não sabe de onde vem. Uma tristeza, uma coisa sombria. Você tem vontade de chorar o tempo inteiro.”
Superação do bullying e início no vôlei
A jogadora relembrou como o vôlei transformou sua relação com o próprio corpo (ela sofria por ser muito alta):
“Quando eu entrei [na quadra], fui acolhida. Me senti em casa. Tudo o que antes me causava problema, ali era a solução. Eu decretei para mim mesma: quem está me humilhando hoje, vai me pedir autógrafo depois.”
Mentalidade competitiva de Thaisa
A central de 38 anos falou também sobre sua busca incessante por ser a melhor e a pressão que coloca em si mesma:
“Eu sou super ambiciosa. Quero crescer, quero ser maior, fazer melhor. Eu estudo para isso e trabalho para isso. Até hoje eu sinto que tenho que provar algo. Meu marido briga comigo por causa disso, mas é como eu funciono.”


