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Tecnologia em campo: a preparação do goleiro Ederson

Há muitos anos, a preparação dos jogadores de futebol tem contato com métodos cada vez mais avançados e tecnológicos. No caso do goleiro Ederson, do Manchester City e da Seleção, até mesmo a realidade virtual é usada para melhorar a atuação dentro de campo.

Em entrevista ao 365Scores, o co-fundador da Sensorial Life, Victor Cavallari, explicou como a tecnologia é utilizada no treinamento do defensor. Além disso, o profissional contou mais sobre o que os atletas enxergam no óculos.

“Com o VR, a gente tem três funções. Uma é a avaliação cognitiva, de estímulo e resposta. É um ambiente estéreo para tirar ruídos ou distratores. Ele está imerso, no isolamento acústico, para focar totalmente na tarefa. Se ele se distraiu, não foi algo externo, foi uma distração interna. A gente isola ele para exigir o máximo de foco e traz uma ação simples, reagir a um estímulo. Aparece um alvo e ele tem que apertar o botão o mais rápido. Com esse teste, detectamos a performance dele, o tempo de resposta para traduzir o estímulo visual em resposta motora”, afirmou.

“Como ele faz isso? É regular, rápido, assertivo, controla, sustenta a atenção? A gente manipula isso para extrair a performance cognitiva. Ao final de 35 minutos nessa avaliação que fazemos de quatro a seis meses, ele tem esse tempo, quatro níveis, para extrairmos o tempo de reação, tomada de decisão, seu nível de atenção sustentada (para manter a concentração na atividade ao longo do tempo, que é vital para o goleiro quando é pouco estimulado), controle de impulsividade (que é a capacidade de inibir uma ação, se estive em um escanteio, esperando uma batida com arco aberto e ela vem fechada, tem que inibir o plano que estava para executar a ação correta), e a visão periférica, para ver se responde melhor a estímulos dos lados, se está equilibrado”, complementou Victor Cavallari.

Realidade virtual, não simulação de jogo

Diferente do que muitos possam pensar, a ideia do treinamento com realidade virtual não é simular um jogo de futebol, mas sim com o processo cognitivo dos goleiros, para que possam manter a atenção com qualidade e até mesmo controlar seus impulsos.

“Muitas vezes, quando olham os processos de realidade virtual, pensam que fazemos uma simulação do jogo ou expor situação do jogo. Mas a gente não trabalha com essa perspectiva. Trabalhamos o processamento cognitivo. Ele precisa tomar decisões rápidas e ter controle. Estimulamos isso com os protocolos já validados pela neurociência e gamifica os protocolos na realidade virtual. Ali ele trabalha processo, atenção estimulada com um protocolo chamado MOT, que traz rastreamento de objetos. Selecionamos quatro objetos na tela, ele tem que gravar eles, e os objetos se movem com outros distratores. Ele tem que manter a atenção e rastrear. Tudo isso gamificado, com torcida interagindo, com vaias, comemoração e até vuvuzela. Tem até ruido, para ele eliminar e se manter focado. O processo de atenção é o principal”, diz Victor Cavallari.

“Esse protocolo, temos a tomada de decisão que tem que direcionar o controle para a direção que o alvo aparece. Tem que tomar decisões rápidas, com pressão temporal, reagir rápido, mas ter controle para caso o objeto mude de direção. Esse protocolo tem a periodização do trabalho, levando em conta o calendário. Colocamos exercícios pré-jogo, com fogo no jogo. Se ele pega o Luton Town em casa, é diferente de trabalhar ativação cognitiva do que contra o Manchester United fora de casa. Serão decisões diferentes. Contra o Luton Town ele deve ser menos participativo do que contra o Manchester”, explica o profissional.

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