Reconhecido como um dos finalizadores mais eficientes da história do futebol, Romário completa 60 anos nesta quinta-feira (29/01). Conhecido pela frieza dentro da grande área, o ex-atacante construiu uma carreira marcada por passagens vitoriosas nos principais clubes do mundo e pela conquista do tetracampeonato mundial em 1994.
Abaixo, o 365Scores relembra a trajetória cronológica do camisa 11 pelos clubes que moldaram sua história.
Vasco: onde tudo começou
Romário surgiu para o futebol nas categorias de base do Vasco, após ser descoberto no pequeno Olaria. No Cruz-Maltino, o mundo conheceu um centroavante de baixa estatura, mas com um raciocínio muito à frente dos defensores.
Ao lado de Roberto Dinamite, Romário conquistou os Cariocas de 1987 e 1988, estabelecendo-se como uma das maiores promessas do país.
Títulos
- Campeonato Carioca (1987 e 1988)
Números
- Jogos: 144
- Gols: 80
PSV Eindhoven: o cartão de visitas na Europa
Em 1988, o Baixinho partiu para o início de sua passagem pela Europa. Ele desembarcou na Holanda para vestir a camisa do PSV. Foram cinco temporadas assombrando o continente, com uma média de quase um gol por jogo.
Títulos
- Campeonato Holandês (1988/89, 1990/91, 1991/92),
- Copa da Holanda (1988/89, 1989/90)
- Supercopa da Holanda (1992)
Números
- Jogos: 148
- Gols: 128
Barcelona: o auge no “Dream Team”
O mundo se curvou a Romário quando ele chegou ao Barcelona em 1993. Sob o comando do lendário Johan Cruyff, ele protagonizou atuações marcantes e foi peça central do chamado “Dream Team”.
Foi nessa fase que ele recebeu o prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela Fifa, após uma temporada impecável que serviu de combustível para o tetra na Copa de 1994.
Títulos
- Campeonato Espanhol (1993/94)
- Supercopa da Espanha (1994)
- Bola de Ouro (1994)
Números
- Jogos: 65
- Gols: 39
Flamengo: o retorno triunfal como Melhor do Mundo
No início de 1995, em uma negociação que parou o Brasil, Romário decidiu voltar ao Rio de Janeiro para jogar no Flamengo. Vestindo a camisa 11 do Rubro-Negro, ele se tornou o maior ícone do futebol nacional na década de 90.
Mesmo em meio a crises políticas do clube, o Baixinho acumulou artilharias e gols plásticos, reafirmando sua mística como o “Rei do Rio” e formando o badalado ataque com Sávio e Edmundo.
Títulos
- Campeonato Carioca (1996 e 1999)
- Copa Mercosul (1999)
Números
- Jogos: 209
- Gols: 184
Valencia: conflitos e gols na Espanha
Entre idas e vindas do Flamengo, o camisa 11 teve duas passagens pelo Valencia, da Espanha. Embora curtas, suas estadias na Espanha foram marcadas pela personalidade forte e por um conflito com o técnico Luis Aragonés.
Números
- Jogos: 12
- Gols: 6
Vasco: o reizinho de São Januário

O retorno ao clube que o revelou, em 2000, marcou uma das fases mais produtivas da sua carreira. Já veterano, Romário liderou o Vasco nas conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa Mercosul.
Títulos
- Campeonato Brasileiro (2000)
- Copa Mercosul (2000)
Números
- Jogos: 135
- Gols: 131
Fluminense: o mestre das Laranjeiras
Em 2002, o Baixinho cruzou a fronteira interna do Rio para jogar no Fluminense. Sua passagem foi marcada por gols plásticos de bicicleta e voleios.
Ele foi a grande estrela das comemorações do centenário do clube e, apesar de não ter conquistado títulos expressivos, manteve sua média de artilheiro e atraiu multidões aos estádios.
Números
- Jogos: 77
- Gols: 48
Catar, EUA e Austrália: o artilheiro pelo mundo
Aos 37 anos, o Baixinho iniciou uma peregrinação por mercados alternativos. Em 2003, foi emprestado pelo Fluminense ao Al Sadd, do Catar, onde teve uma passagem relâmpago.
- Jogos: 3
- Títulos: Copa do Catar (2003)
Três anos depois, rumou aos Estados Unidos para defender o Miami FC. Na sequência, foi cedido por empréstimo ao Adelaide United, da Austrália.
- Jogos: 30 (26 pelo Miami e 4 pelo Adelaide)
- Gols: 20 (19 pelo Miami e 1 pelo Adelaide)
Vasco: a eterna juventude de 2005
Entre as aventuras pelo mundo, Romário voltou ao Vasco, em 2005, para uma das temporadas mais impressionantes de um veterano no futebol mundial: aos 39 anos, se tornou o artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 31 gols.
Números
- Jogos: 53
- Gols: 39
O Milésimo e o adeus no America-RJ
O encerramento da jornada do “Rei do Gol” foi carregado de simbolismo. Em 2007, retornou ao Vasco pela última vez e alcançou a marca histórica do milésimo gol em um São Januário em festa.
- Jogos: 19
- Gols 15
O ato final, porém, foi movido pelo coração: em 2009, ele entrou em campo uma única vez pelo America-RJ para realizar o último desejo de seu pai, o Seu Edevair. Ali, o Baixinho encerrava uma carreira única, marcada por títulos, polêmicas e uma facilidade sobrenatural de balançar as redes.
Seleção: o protagonista do Tetra
A história de Romário com a Amarelinha é marcada por momentos decisivos. Após garantir a classificação no último jogo das Eliminatórias de 1993, contra o Uruguai, ele liderou o Brasil na conquista da Copa do Mundo de 1994, sendo eleito o melhor jogador do torneio.
Pela Seleção, também conquistou duas vezes a Copa América (1989 e 1997) e a Copa das Confederações (1997), formando ao lado de Ronaldo a histórica parceria “Ro-Ro”.
Títulos
- Copa do Mundo (1994)
- Copa América (1989 e 1997)
- Copa das Confederações (1997)
Números
- Jogos: 70
- Gols: 55

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