Sérgio Coelho, presidente do Atlético-MG e um dos primeiros a chegar na sede do clube para a votação da proposta da SAF (Sociedade Anônima do Futebol), rebateu os opositores. Para ele, quem é contrário ao projeto, deve apresentar uma proposta melhor.
“Eles são contrários, então que tragam uma proposta melhor. Eu falei em coletiva que é fácil, que é simples. Que eles venham com R$ 900 milhões para pagar empréstimos e avais dos 4 R’s. Façam esse aporte e assumam o Atlético. Saímos na hora que eles chegarem. Vir para a porta da sede, fazer movimento, a gente respeita, é democrático. A gente sabe que não é só a vontade do torcedor, tem outras questões envolvidas”, afirmou.
Sérgio continuou rebatendo os críticos e afirmou ter herdado uma dívida de R$ 1.3 bilhão, que hoje, segundo o clube, é de R$ 1.8 bilhão. “Essa dívida não foi assumida na nossa gestão. Isso é coisa de anos. A nossa gestão, as receitas geradas durante dois anos e meio, aumentamos em 50% em relação ao ano que mais tinha faturado, que foi em 2019, pagamos todos os custos, ainda tem um superávit, mas o clube só aumenta a dívida, juros de 15%, 18%, 20% ao ano. Tem solução? Tragam, ao invés de criticar”, completou.
Paulo Nehmy, conselheiro do clube, entrou com um pedido para que a reunião fosse suspensa, mas a justiça negou. Na quarta-feira (19) a noite, um grupo de torcedores protestou na porta da sede contra a votação da SAF.
A proposta vai ser votada nesta quinta-feira, e prevê a venda de 75% da SAF para a Galo Holding, liderada por Rubens, Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador. O grupo dos investidores propõe um aporte de R$ 600 milhões em troca do fim da dívida com o quarteto (R$ 313 milhões), além de repassar a dívida total da associação (R$ 1.8 bilhão) para a SAF quitar. O Centro de Treinamento e a Arena MRV também seriam de posse da empresa.
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