No fim da tarde desse sábado (7), o estádio do Canindé tornou-se o cenário de mais um momento triste na história centenária da Ponte Preta. A derrota por 2 a 0 para a Portuguesa decretou, com uma rodada de antecedência, o rebaixamento da Macaca para a Série A2 do Campeonato Paulista.
Este descenso marca a quinta queda da Ponte Preta na elite estadual (somando-se aos anos de 1960, 1987, 1993 e 2022) e expõe a fragilidade de um planejamento que não resistiu às próprias dívidas.
No Paulistão, dois times são rebaixados para a segunda divisão estadual. A segunda vaga, no momento, é do Velo Clube, que tem quatro pontos, dois a menos do Santos, primeiro fora da zona. Ambos ainda jogam nessa rodada.
A Sentença no Canindé
Sob forte chuva e num gramado pesado, a Ponte Preta entrou em campo precisando desesperadamente da vitória para sobreviver. No entanto, o time comandado por Marcelo Fernandes sucumbiu à pressão.
A Portuguesa abriu o placar ainda no primeiro tempo com um chute de fora da área de Gabriel Pires e selou o destino alvinegro no início da segunda etapa, com um gol de Matheus Cadorini após rebote do goleiro Diogo Silva.
O apito final confirmou o pior: com apenas um ponto somado em sete jogos, a Ponte não podia mais alcançar o Santos, primeiro time fora da zona de degola.
Uma Campanha para Esquecer
Os números da Ponte Preta no Paulistão 2026 são o retrato de um time que não competiu. Até o jogo do rebaixamento, a equipe acumulou seis derrotas e apenas um empate (contra o Noroeste), com um ataque inoperante que marcou apenas duas vezes e uma defesa que sofreu 12 gols. O aproveitamento pífio de 4,7% tornou a queda inevitável.
O fracasso é ainda mais chocante pelo contraste imediato: a Macaca iniciou o ano como a atual campeã da Série C do Brasileiro 2025, ostentando a taça e o acesso à Série B nacional. No entanto, a euforia do título nacional não blindou o clube de seus problemas estruturais no estadual.
Os Bastidores: Dívidas e o “Transfer Ban”
A tragédia esportiva teve raízes profundas na administração. O principal vilão da campanha foi o “Transfer Ban” (proibição de registrar novos atletas devido a dívidas).
- Atraso fatal: Nas primeiras rodadas, a Ponte Preta foi obrigada a jogar com um elenco remendado, pois não podia inscrever seus reforços. A diretoria só conseguiu quitar as dívidas (cerca de R$ 2,5 milhões com a CNRD e a FIFA) com o campeonato já em andamento.
- O sacrifício de Jeh: Para levantar o dinheiro necessário para derrubar o banimento, o clube precisou vender seu principal artilheiro, o atacante Jeh, para o Göztepe, da Turquia. A saída do goleador enfraqueceu o time justamente no setor onde ele mais falhou: a conclusão das jogadas.
Agora, a Ponte Preta enfrenta o restante de 2026 com a obrigação de juntar os cacos para a disputa da Série B do Brasileiro, carregando o peso de ter que jogar, mais uma vez, a segunda divisão do seu estado no ano seguinte.
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