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PIB da Copa do Mundo: Qual valor o evento gera para o país-sede?

A Copa do Mundo é o maior espetáculo da Terra. Para o país-sede, a promessa é sempre a mesma: um salto no PIB, infraestrutura renovada e visibilidade global. Mas, quando o apito final soa e os turistas vão embora, o que sobra de verdade nas contas públicas?

O 365Scores mostra abaixo se sediar o Mundial é um investimento de mestre ou uma armadilha financeira.

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📉 A realidade cruel: lucro ou prejuízo?

Donald Trump e Gianni Infantino com a taça do mundo nas mãos
Donald Trump e Gianni Infantino na Casa Branca – Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP via Getty Images

Muitos governos vendem a ideia de que a Copa se “paga sozinha”. No entanto, dados históricos mostram uma realidade bem diferente. De acordo com um levantamento da BBC (2022), a grande maioria das sedes terminou o evento no vermelho.

O gráfico revela que, de 1974 a 2018, a Rússia foi a única exceção a registrar um saldo positivo direto, ainda que tímido (+0,2 bi). O Japão e a Coreia do Sul detêm o recorde negativo, com um déficit de quase 5 bilhões de dólares.

Veja o balanço financeiro das últimas décadas (em bilhões de US$):

Sede e AnoSaldo (Bilhões de US$)Status
🇯🇵🇰🇷 Japão e Coreia (2002)– 4,8❌ Prejuízo Recorde
🇿🇦 África do Sul (2010)– 2,8❌ Déficit Pesado
🇮🇹 Itália (1990)– 1,7❌ Prejuízo
🇦🇷 Argentina (1978)– 1,4❌ Prejuízo
🇫🇷 França (1998)– 0,7❌ Prejuízo
🇧🇷 Brasil (2014)– 0,2❌ Prejuízo
🇷🇺 Rússia (2018)+ 0,2✅ Lucro
  • Fonte: BBC

🏗️ Onde o dinheiro é gasto (e para onde ele vai?)

Gianni Infantino, presidente da Fifa
Foto: Quality Sport Images/Getty Images

Para entender por que o PIB não “explode” como o esperado, precisamos olhar para a divisão do bolo:

  1. Custos de Infraestrutura (O País Paga): Construção de estádios padrão Fifa, reformas em aeroportos e mobilidade urbana. Esses custos frequentemente estouram o orçamento inicial.
  2. Receitas Diretas (A FIFA Fica): A maior parte do dinheiro gerado por direitos de transmissão, patrocínios globais e venda de ingressos vai diretamente para os cofres da FIFA, livre de impostos na maioria dos casos.
  3. Turismo (O Comércio Ganha): O setor de serviços (hotéis, bares, restaurantes) vê um pico de demanda. Porém, esse impacto costuma ser temporário e, muitas vezes, o “turista comum” evita o país durante o evento devido aos preços inflacionados.

🐘 O problema dos “Elefantes Brancos”

Um dos maiores vilões do PIB pós-Copa é o custo de manutenção. Estádios monumentais construídos em cidades onde não há times de elite tornam-se passivos financeiros.

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O Brasil, por exemplo, tem dois exemplos claros: Arena da Amazônia e Estádio Nacional de Brasília. Ambos custam, anualmente, milhões de reais só por existirem, sem gerar receita proporcional para cobrir os gastos de manutenção.

Arena da Amazônia, em Manaus -Foto Michael Dantas/AFP via Getty Images

Por não terem times da elite do país nos estados em questão, o governo precisa ir atrás dessas equipes, que se disponibilizam a vender seus mandos de campo para a realização de jogos periódicos nas Arenas ao longo do ano. O Vasco, por exemplo, mandou um jogo do Campeonato Carioca na Arena da Amazônia em janeiro.

🌍 Vale a pena? O “Soft Power”

Se os números são negativos, por que os países ainda brigam para sediar? A resposta não está apenas no PIB, mas no Capital Político e Diplomático:

  • Turismo Futuro: O evento serve como um comercial de 30 dias para o mundo, atraindo visitantes nos anos seguintes.
  • Modernização: Muitas obras de mobilidade (metrôs e vias) que demorariam décadas para sair do papel são aceleradas pela “data limite” da Copa.
  • Imagem Global: Países como o Catar (2022) usam o evento para se posicionarem como centros globais de negócios e turismo.

✅ Conclusão: O PIB ganha, mas a conta chega

Sediando uma Copa, o país vê um giro rápido de capital e um aumento momentâneo no consumo, o que impacta positivamente o PIB no curto prazo. No entanto, o déficit estrutural e as dívidas contraídas para as obras costumam pesar na economia por muito mais tempo.

A Copa do Mundo é, acima de tudo, um projeto de visibilidade, e não necessariamente um negócio lucrativo para o Tesouro Nacional.

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Redação 365Scores

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