Com o título inédito da Copinha e dois prêmios individuais, Endrick está próximo de assinar seu primeiro contrato profissional com o Palmeiras. A diretoria, visando o assédio, estuda definir uma multa rescisória superior a 100 milhões de euros (cerca de R$ 615,5 mi), de acordo com o “Lance!”.
Os dirigentes estão vendo uma maneira de ampliar esse valor, espécie de teto informal estabelecido entre os clubes brasileiros e representantes de jogadores para renovações contratuais. A ideia geral é de que os gigantes europeus não desembolsariam um montante desses por um atleta sul-americano, ainda mais em formação.
No entanto, devido às atuações e premiações recebidas por Endrick, o Palmeiras entende que deve se precaver de perder a joia rapidamente para a Europa. A diretoria, inclusive, já tem em mãos uma proposta do Barcelona, que tem interesse de pagar 45 milhões de euros (cerca de R$ 277 mi) em um plano onde pagaria metade no momento da assinatura do contrato profissional e o restante quando a joia completar 18 anos e poder judicialmente se mudar para a Europa. Neste período de quase três anos, o atleta ficaria no Verdão.
O valor desejado pelo time paulista entrou em pauta após o Flamengo anunciar que esse é o valor da multa de sua principal joia da base, o meia Matheus França, de 17 anos, na renovação do contrato dele até 2027. Uma fonte interna do clube disse que diversas equipes europeias estão entrando em contato a fim de tê-lo como reforço.
O único ponto que pode haver uma divergência é sobre a porcentagem que o pai de Endrick e outras pessoas ao seu redor poderão ter sobre seus direitos. O Palmeiras trabalha com uma margem de cessão de 15% com suas revelações. Para ter uma multa maior com a joia, por exemplo, essa fatia já poderia ser ampliada nas negociações.
