Depois da briga com um torcedor em um shopping do Rio de Janeiro, Marcos Braz veio a público pela primeira vez para falar sobre o assunto. Em meio a coletiva concedida no Ninho do Urubu, o vice-presidente de futebol do Flamengo abriu o jogo sobre o ocorrido.
Braz confirmou os relatos de que estava no shopping para comprar um presente de 15 anos para a filha. Enquanto a esperava na loja, dois a três torcedores o ameaçaram. Até ali, no entanto, nenhuma mais incisiva. Até que o torcedor da briga chegou.
“Minha filha chegou com as amigas na loja. Ela entrou, viu o que queria e, depois, foi pra vitrine com as amigas ver outras coisas, mais um pouquinho à direita. Ela saiu e o rapaz chegou. Ele chega e faz ameaças. Dessa vez, de maneira diferente. A minha filha já estava ali”, iniciou.
“Eu falo pro cara: “Já vieram aqui, minha filha tá aqui e tu me ameaçando“. Nisso, é uma loja muito estreita que eu perco o raio de visão dela. Eu estava no fundo. Aquilo já me incomodando, me tirou do sério. Fui falando com ele, indo em direção dele, falei sistematicamente varias vezes que minha filha estava ali, diferente de antes. A última frase dele foi: “Fo**-se sua filha“. O final vocês viram”, acrescentou.
Braz reforçou que não anda com seguranças, apenas em eventos de jogos que o Flamengo disponibiliza. Por conta disso, optou por não seguir para o estacionamento – visto que seu carro estava longe – e ficou dentro da loja. O VP esperou a chegada da polícia até ser encaminhado para a delegacia, onde prestou depoimento ao lado de Leandro Gonçalves.
“Eu queria deixar claro que quando aceitei o cargo de VP de futebol no Flamengo, até por ser criado dentro da Gávea, dentro desse ambiente, eu tinha noção clara, sei da pressão, questionamentos. Sei das situações políticas, sei que os resultados às vezes não vem. Temos que conviver com isso. Os jornalistas que passaram cinco anos aí, são testemunhas que eu jamais tive problema com torcedor. Eu jamais questionei alguma coisa. Eu convivo bem com essa pressão”, comentou.
“Nada tem a ver com pressão, com questionamento esportivo, com eu contratar mal ou bem. Agora, vocês tem que acreditar em mim. Fui ameaçado de morte ao lado da minha filha de 14 anos. Eu sou muito preparado pra estar no cargo. Mas pra isso eu não me preparei. E talvez eu tenha tido uma atitude diferente. Peço desculpas pelo evento, não pra pessoa”, completou.
Ausência na Câmara e mordida na virilha
Vereador do Rio de Janeiro, Marcos Braz teria deixado de se apresentar na votação da Câmara para estar no shopping. Na coletiva, o dirigente esclareceu o ocorrido, confirmando a ausência e como será punido por isso.
“Terças e quintas, de 13h30 às 16h, você dá presença virtual. Você pode falar, ouvir, ter conhecimento das pautas. Quando chega 16h, se você não botar o dedo (presencialmente), você toma falta e é descontado do salário. Eu tomei a falta, não fiz nenhuma ilegalidade, vou ser descontado. Não foi agora, mas um dia vai ter tragédia no futebol. É questão de tempo. Vou continuar, tenho um cargo de confiança”, disse.
“Não existe isso, o vereador vai na Câmara votar no que quiser e onde quiser. A matéria não tem nada a ver com a comissão de ética. A comissão de ética que passou aí foi para casos de violência, estupro, assassinato. Eu vou pra comissão de ética por que fui comprar um presente pra minha filha? É do jogo, a gente segue, mas eu vou resolver isso antes”, acrescentou.
Questionado sobre a eventual mordia na virilha, Braz despistou, afirmando que a partir do momento que a confusão começou, ele não se lembra de mais nada que aconteceu. “Depois que ele falou a última frase (fo**-se sua filha), eu me lembro de pouca coisa”, revelou.
Saída do cargo de VP do Flamengo
Ao fim da coletiva, Braz deixou claro que, em momento algum, existiu a hipótese de deixar o cargo de VP de futebol do Flamengo. O dirigente afirmou que, logo após o ocorrido, entrou em contato direto com o presidente Rodolfo Landim.
“Eu relatei ao presidente, que é meu chefe, o ocorrido. Imagina, ele com a agenda dele, lá em Brasília, vendo matérias em lugares importantes, lugares que são um canhão, dizendo que eu fui pra cima de um torcedor com vários seguranças. Era isso que estava escrito. Em outros lugares diziam que não estava com a minha filha, que ela não estava no shopping. Peguei o telefone e relatei. Não abordou nenhum tipo de tema sobre minha saída”, explicou.
Entenda o caso
Marcos Braz, dirigente do Flamengo, foi flagrado agredindo um torcedor. Em imagens divulgada pelo jornalista Venê Casagrande, pôde ser visto o VP de futebol do Rubro-Negro socando um flamenguista dentro de um shopping.
Braz teria sido cobrado pelo torcedor e perdeu a paciência. Ele precisou ser isolado na loja em que estava e escoltado pela Polícia Militar com destino à delegacia. Saiba todos os detalhes da briga.
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