Bastidores

Marcelinho Carioca se emociona ao falar sobre sequestro: “A todo momento aquele apavoro”

Em conversa exclusiva com o “Fantástico”, o ex-jogador Marcelinho Carioca revelou todos os detalhes sobre o seu sequestro, que ocorreu na última semana, em São Paulo. Ao todo, foram 36 horas em cativeiro.

Marcelinho afirmou que ao deixar o show de Thiaguinho no sábado, dia 16, foi até a casa de Taís Alcântara entregar ingressos para o mesmo evento que aconteceria no domingo, dia 17. Os dois são amigos e se conhecem desde quando o ex-jogador era secretário de esporte do estado.

Diferente de o que foi relatado, Marcelinho afirmou que não possui caso algum com Taís. Já em Itaquaquecetuba para entregar os ingressos, ambos foram sequestrados. “Passaram quatro pessoas, cinco pessoas. Quando voltei para ver, fui encapuzado, e o cara já veio apontando (a arma). E eu, desesperado. Eu disse: “Não, por favor, eu sou o Marcelinho Carioca”, contou.

Taís foi colocada no banco de trás e os sequestradores começaram as ameaças já no carro. “Me deram uma coronhada“, relatou o ex-jogador. Marcelinho revelou que a quadrilha pediu cartões, senhas e desbloqueio do telefone para acessar seu PIX. “A todo momento aquele apavoro. “A gente quer dinheiro. Impossível não ter dinheiro nessa conta. Jogador tem grana“, lembrou.

Os bandidos também intimidaram o ex-jogador com armas. “Já brincou de roleta-russa?” E girava. Você ouvia girando, não via nada. Aí colocaram uma arma por baixo da toalha. Ninguém se falava. Não trocava ideia, com medo”, disse.

Emoção no resgate

Após mais de 24 horas em cativeiro, cabo Charles, da Polícia Militar, encontrou o carro de Marcelinho e entrou em contato com Eduardo Pinheiro Rodriguez, advogado do ex-jogador. “No primeiro momento, eu mandei uma mensagem para o Marcelo. Ele não respondeu. Eu liguei na sequência para o Marcelo, e esperei alguns minutos. Ele acabou retornando por mensagem. O Marcelo sempre me trata como ‘doutor’, e ele falou: ‘Irmão, estou em uma reunião’. Ali eu já tinha desconfiado 100% que não era ele“, disse o advogado.

A partir daí, a polícia conseguiu identificar o local onde Marcelinho e Taís estavam presos. “A gente começou a escutar o helicóptero (da polícia). Aí alguém já chegou e falou: ‘A casa caiu’. Veio um policial sozinho. Ele chegou no portão e falou: ‘Eu vou entrar. Abre'”. Eu não sabia o que estava vindo. O que ia vir. Eu falei: vão atirar na gente, vão matar a gente. Eu abaixei a cabeça: Senhor, não deixa, não deixa. Ele (o cabo Ribeiro, da PM) falou: ‘Vem. Vem que você está livre’. Eu abracei ele como meu pai, meu irmão, meu amigo. Porque ele arriscou a vida dele”, disse emocionado.

De acordo com as autoridades, quatro pessoas foram presas. Thaunatta dos Santos seria a encarregada de tomar conta das vítimas em cativeiro, Eliane de Amorim, Wadson Fernandes Santos e Jones Ferreira teriam usado contas bancárias para receber o dinheiro da extorsão. Outros seis envolvidos na quadrilha seguem sendo perseguidos pela polícia.

Sobre o vídeo que viralizou, Marcelinho conta que foi um roteiro criado pelos sequestradores para tentar disfarçar o verdadeiro motivo do crime.

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