Lucas Hernández alega ter sido “manipulado” por família que o acusa de tráfico de pessoas
Acusado de tráfico de pessoas por uma família colombiana, Lucas Hernández se pronunciou sobre o caso e afirmou que teve a “confiança traída” e foi “manipulado” por “pessoas que se apresentaram como amigas”. Além do jogador do PSG, sua mulher, Victoria Tria, também está envolvida no processo.
De acordo com a denúncia, a família teria trabalhado para Hernández e Triay entre setembro de 2024 e novembro de 2025, sem qualquer vínculo formal. O grupo seria composto por um casal e três filhos, que atuavam em diferentes funções na residência do atleta, nos arredores de Paris.
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“Abrimos nossa casa e nossas vidas para pessoas que se apresentaram como amigas, que buscaram nossa benevolência e por quem tínhamos um afeto genuíno. Essas pessoas compartilharam nossas vidas com respeito e dignidade.
Nós as ajudamos, as apoiamos e acreditamos nelas quando nos garantiram que estavam em processo de regularização de sua situação imigratória. Essa confiança foi traída.
Infelizmente, não somos os primeiros a passar por uma situação como essa. Assim como muitos outros antes de nós, fomos manipulados por histórias carregadas de emoção e falsas promessas. Jamais agimos com má intenção ou em desrespeito à lei”, afirmou Lucas Hernández na nota divulgada nesta quarta.
Entenda o caso
Segundo o relato levado às autoridades, os colombianos cumpriam jornadas exaustivas, que variavam entre 72 e 84 horas semanais, sem contrato de trabalho, registro social ou fiscal. Os pagamentos eram feitos exclusivamente em dinheiro.
A família desempenhava múltiplas atividades, incluindo segurança, jardinagem, serviços domésticos, cozinha e cuidado de crianças. Ainda de acordo com a queixa, os homens chegaram a atuar como seguranças armados da residência.
A revista francesa “Paris Match” aponta que o primeiro contato ocorreu em junho de 2024, quando Marie, uma das denunciantes, ainda morando na Colômbia, teria sido convidada por Victoria Triay a trabalhar para o casal. A promessa, segundo ela, era de que a situação migratória seria regularizada em até seis meses.
Marie entrou na França apenas com passaporte, sem visto, e afirma que os documentos jamais foram providenciados. Com o tempo, outros integrantes da família foram chamados para trabalhar no local.
Pagamentos e irregularidades
Segundo a advogada da família, Lola Dubois, Marie e a mãe recebiam cerca de dois mil euros por mês (aproximadamente R$ 12 mil), mesmo atuando diariamente, inclusive durante a noite. Já os homens recebiam valores que chegavam a três mil euros mensais (cerca de R$ 18 mil).
Ainda conforme a denúncia, nenhum dos cinco trabalhadores teve acesso a férias, benefícios sociais ou qualquer tipo de proteção legal.
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O caso ganhou novos contornos em fevereiro de 2025, quando os denunciantes afirmam ter sido obrigados a assinar acordos de confidencialidade e recebido documentos de identidade espanhóis falsos, com o objetivo de simular uma situação legal no país.
A família deixou de trabalhar para Lucas Hernández em novembro de 2025 e relata ter sofrido intimidações desde então.
O agente de Lucas Hernández afirmou que o jogador e sua companheira desconheciam a denúncia. O caso segue sob análise da Justiça francesa, que ainda avalia os próximos passos da investigação.
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