Vaias e cartazes com desenhos de rato: entenda os protestos contra Joan García em Espanyol x Barcelona
O clássico catalão disputado entre Espanyol e Barcelona na noite deste sábado (3), no RCDE Stadium, pela 19ª rodada do Campeonato Espanhol foi quente. Nem tanto pelo que aconteceu dentro do gramado, mas especialmente do lado de fora.
Foi um jogo que ficará marcado para o goleiro Joan García, que reencontrou pela primeira vez o clube onde foi formado.
Por que a torcida do Espanyol chama Joan García de traidor?
Cria da base do Espanyol, o goleiro de 24 anos era visto como um símbolo de resistência e o futuro do clube. No começo da temporada europeia, porém, ele aceitou uma proposta do Barça, o grande rival local.
O valor da transferência foi de 25 milhões de euros – cerca de R$ 148 milhões na cotação atual.
García não apenas mudou de vestiário, mas quebrou um dos maiores tabus do futebol espanhol, o que rapidamente lhe rendeu o rótulo de “traidor” por parte da torcida que antes o idolatrava.
“Judas García”: O clima de guerra no RCDE Stadium
A animosidade diante do reencontro com Joan García começou ainda antes da bola rolar. Do lado de fora do estádio, pichações e muitas alusões a ratos – “rato” tem a conotação de “traidor”. Até mesmo uma nota fictícia de dinheiro apareceu, denominando o jogador como “Judas García“.
O Espanyol instalou redes de proteção atrás dos gols para evitar que objetos fossem arremessados na direção de Joan García.
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Com a bola rolando, a torcida vaiou o goleiro sempre que ele tocava na bola. Aos 13 minutos, uma manifestação especial aconteceu. Centenas de cartazes com desenhos de ratos foram levantados por torcedores.





