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Gabriel Milito é apresentado pelo Atlético-MG: “Sonho cumprido”

Na tarde desta quarta-feira (27), o novo técnico do Atlético-MG, Gabriel Milito, participou de sua primeira coletiva de imprensa como profissional do clube. O argentino afirmou que está muito contente de acertar com o Galo, e enalteceu o projeto feito pelos dirigentes.

“Foram vários os motivos para vir. Como ponto de partida, sabemos que o clube é grande. A convocação e a paixão que se respira no Brasil e principalmente a Massa do Galo. Levei isso em conta. Outro motivo é analisar os jogadores, ver se com a característica e condições de jogadores podemos desenvolver uma equipe ganhadora. Também sentimos que é possível. Depois, quando encontrei o Victor, vimos profissionalismo e a apresentação que nos fizeram sobre o clube, me deixou muito impressionado, o CT, a Arena, e, por suposto, o mais importante: o elenco. Vamos conviver cada dia com os jogadores e vimos muita qualidade neles”, iniciou.

Além disso, o técnico aproveitou para falar sobre a preparação para o clássico contra o Cruzeiro, pela final do Campeonato Mineiro, e para a estreia na Libertadores. Milito afirmou que teve cinco treinamentos com o elenco, e que vão se preparar da melhor forma possível para as partidas.

“Nestes dois dias e meio, pudemos treinar e ter cinco treinamentos, onde temos que preparar a equipe para uma final, iniciar a Libertadores e para a revanche contra o nosso rival, que é o Cruzeiro. Temos que nos preparar da melhor forma possível, de ter as coisas que gosto e que eles podem fazer. Não vou pedir nada que eles não podem fazer. Quero que eles aproveitem o campo e que se sintam à vontade”, disse Milito.

Confira outras falas de Gabriel Milito:

Sobre treinar o Atlético-MG

“Muito contente de estar aqui. Para mim, um sonho cumprido de vir para um clube tão grande. Uma massa tão potente. Uma Arena que é uma maravilha, que, se não é o melhor, está entre os três melhores da América da Sul. Decidi vir porque, quando Victor viajou e me apresentou tudo que é a organização do clube e o projeto desportivo, e queriam que eu fosse o treinador. Isso é importante, saber que me queriam. Aceitei vir por tudo isso, junto dos jogadores, que são todos muito bons.”

Como foi a negociação para assumir

“Coincidimos muito no que sinto como treinador e o que eles pretendem de equipe. As minhas intenções e as do clube. Victor me explicou muito bem a história do clube. Claro que é conhecida, por ser um clube grande. Se vamos para aqui ou lá, coincidiu muito com meus projetos pessoais. Por isso, estou aqui. Agora é formar a equipe, que a equipe consiga trazer boas sensações dentro e fora, porque esse estádio teremos que ter um jogador a mais, mas temos que dar paixão dentro de fora. A mim gosto que as equipes joguem com paixão. Com protagonismo, mas com paixão. Sinto assim, quero isso nos meus jogadores.”

Como é seu estilo de jogo

“Gosto de dominar as partidas tendo a bola. Creio que temos equipe e jogadores para fazer isso. Devemos automatizar, sincronizar movimentos. Vamos jogar na parte tática de distintas maneiras, mas o estilo será um só. Tentaremos com a bola e quando o rival tiver, que ele tenha muito pouco, que seja para eles incômodo e incômodo. Esses dois conceitos são muito importantes. Que possamos jogar com dois, três atacantes. Isso muda. E outra é como joga o rival, como vamos defender. Mas temos que ter uma ideia, ser protagonista, tentar atacar o tempo todo. E, se possível, defender longe do nosso arco. Quando o rival tiver a bola, ele não tenha tempo de pensar. Esses conceitos eu penso como treinador e que já começamos a trabalhar. Os jogadores me encheram de sonhos, da parte de competir. Tenho a crença que vai funcionar bem.”

Sobre ter psicólogo em sua comissão técnica

“O futebol evoluiu muito nas questões físicas, táticas, acredito que os últimos anos evoluiu muito nesses aspectos. Faltava a ferramenta do tema psicológico. O jogador está submetido a muitas situações estressantes, de muita pressão. Se um jogador está com problemas é preciso ajulo, para tirarmos o melhor desempenho, eu acredito muito na mentalidade. Temos que ser fortes psicologicamente e por isso acredito muito na psicologia. Por isso meu grupo de assistentes tem um psicólogo, que é muito professional, que faz o seu trabalho. Tudo que ele fala com os jogadores, não vou jamais controlar. A confiança vai sendo ganhada ao longo do tempo. Acredito muito no aspecto mental e psicológico.”

Sobre jogar uma final pelo Atlético-MG

“Claro que jogar uma final é muito importante, um título em jogo, muito mais importante se é contra o seu rival. Mas vamos preparar pra lutar, para competir e para ganhar a final. Sabendo que não é fácil, que o rival tem uma boa equipe, mas com confiança que podemos conquistar. Com paixão, ordem defensiva, como podemos atacar, fazendo muitas infiltrações e com a confiança que podemos ganhar. para chegar a este lugar, tem se que ter talento e por mentalidade. Jogar com talento sem mentalidade, não chega. Com mentalidade e sem talento, não chega. São os dois aspectos. Levar a pressão e com muita mentalidade, em um clube grande, e ter talento.”

Sobre os jogadores no elenco do Galo

“Quando analisei o plantel inteiro, vi muito talento e mentalidade. Mas isso se completa conhecendo os jogadores no dia a dia nos treinos e completa nos jogos, vendo como eles sabem ganhar e perder. Falamos com eles: na adversidade, busquem o melhor. Quando as coisas vão bem, as coisas são fáceis. Vamos tentar isso. Mas, nas equipes, há momentos duros, de adversidade e que não se conseguem as coisas. Aí preciso da mentalidade dos jogadores, creio que essa equipe tem talento e mentalidade. Talento e trabalho. O trabalho me encarrego. Os jogadores têm que suportar a exigência, os conceitos, os pedidos. Depois, vão conseguir.”

Milito fala sobre ser treinado por Guardiola

“Tive muito bons treinadores como jogador.Guardiola, com certeza, foi um dos melhores. Aprendi muitos conceitos na minha trajetória com ele. Claro que tenho meus próprios ideias de jogo, tento aplicá-los. É difícil. Tento ser autêntico, não posso imitar um treinador. Não podemos fazer o que eles sentem, temos que fazer o que sentimos. Tenho que transmitir confiança aos jogadores. Isso ajuda para que a equipe desenvolva um jogo como pretendemos. Se eles estiverem convencidos não 100%, os jogadores percebem e duvidam. Eu não tenho nenhuma dúvida como o time deve jogar, estou convencido, estou tentando com eles já a melhor forma de competir, de jogar. Como critério, o treinador tem que explicar como, mas explicando o porque. Não com o treinador obrigando.”

Milito fala sobre clássicos contra o Cruzeiro

“Eu levo todas as partidas como clássico, entendo que são partidas muito especiais. Clássicos tem que ganhar. Jogar contra o Cruzeiro ou qualquer outro rival levo com a mesma paixão e responsabilidade do que um clássico. Não tenho dois comportamentos, tenho só um, levar cada partida como uma final. Nesse caso é uma final e clássico. Meu comportamento é sempre um, quero ganhar uma partida, quero ganhar outra. Não importa a distância, não importa para o rival. Para a torcida claro que importa, a repercussão que tem de ganhar ou perder um clássico importa. Eu encaro todas as partidas com muita responsabilidade. Não é porque é um clássico que vamos fazer maior esforço para preparar a partida, não, sempre vamos fazer o máximo de esforço para ganhar uma partida.”

Sobre jogar com três zagueiros

“Nós podemos jogar com três zagueiros e podemos jogar com alas, mas podemos começar com um pro fora. Depois, nunca atacamos nem defendemos com um por fora. Temos movimentos para atacar e defender. Geralmente, o rival tem dois por fora, lateral, extremo. Não pode haver compensação. Gosto de jogar com tres zagueiros, com características de defensor, mas que na hora de atacar, subam. Que saibam fazer isso. Há muita surpresa quando isso aconteça. Quando o zagueiro sobe para conseguir o passe, te faz avançar 20 metros, avançar. Mas jogamos com linhamos de quatro, com contenção metida entre os três zagueiros. O sistema tático é importante, mas o mais importante é o estilo, a ideia de jogo. De protagonizar, de jogar com o coração na mão. Os jogadores sabem disso, eles sabem que os erros acontecem. Estou disposto a perdoar o erro, não estou disposto que não joguem 100%.”

Milito fala sobre vontade de jogadores dentro de campo

“Eles podem não jogar bem, mas não podem jogar menos de 100%. Não sou eu que exijo isso, é o futebol. Estamos para ganhar. Isso aumenta a possibilidade de ganhar. Não é só jogar 100%, mas isso aumenta. Estou seguro que não pode faltar a paixão por competir, por jogar. Não elejo o rival, mas temos que competir igual. É o Cruzeiro, outro, tem que ser o máximo. Sou assim, sinto assim o futebol e transmito assim para os jogadores. Os jogadores gostam. Começo a treinar e vão como animais. Assim eu vejo.”

Milito comenta sobre Vargas e sua disponibilidade no elenco

“Vargas é um jogador com contrato e é um jogador do plantel, quando Victor me trouxe o plantel, todos estão disponíveis. Quem vai jogar é quem estiver melhor na minha perspectiva. Sempre vai jogar quem estiver melhor. Se Vargas está melhor do que outro companheiro, vai jogar. Entre três ou dois zagueiros, é importante, mas não o mais importante. O mais importante é jogar come energia, com paixão. Podemos jogar com dois ou três zagueiros.”

Sobre a Libertadores e futebol brasileiro

“O futebol brasileiro, o argentino, as equipes grandes têm essa mística da Libertadores. Por isso, a maioria foi ganhada por brasileiros e argentinos. Ultimamente, mais os brasileiros pelo nível das equipes, da qualidade das equipes do Brasil. Nós, com o Argentinos Jrs, viemos jogar e soubemos como é jogar no Brasil. Primeiro contra o Corinthians e depois contra o Fluminense. Quando vem um brasileiro, não querem enfrentar. Nós, que agora estamos no Brasil, sabemos o que eles podem sentir. Mas temos que fazê-los sentir que somos um rival duro. Temos que trabalhar com humildade. Para isso, temos que trabalhar muito.”

Sobre Rubens e Alisson

“São dois jogadores jovens e muito bons, que vamos usar e precisar, porque tem talento, tem qualidade, tem condições. Vão ter muitos minutos. Sinto que irão ajudar muito a equipe com suas qualidades. Devem entender através dos exercícios que fazemos e prontos para jogar, de titular ou não. Todas as partidas temos que selecionar 11, mas nem sempre esses 11 são melhores do que os que estão esperando, a partida pediu esses 11. Temos cinco alterações que são para melhorar o rendimento da equipe.”

Milito fala sobre goleiro Everson

“Concordo que um dos pilares da equipe, um goleiro, uma grande equipe tem que ter um grande goleiro. E o Galo tem. É o Everson. O primeiro que defenda. A primeira função é que defenda bem. Pode jogar bem com os pés. Mas se não defende bem, não. Estamos tranquilos. Gosto que participe da construção do jogo. Muito. Tem todas as condições técnicas para isso. Temos que fazer é dar distintas possibilidades de passe pra que ele possa ter uma margem alta de acerto. Tecnicamente, ele é bom. Mas os companheiros têm que oferecer opções de passe. E ele também tem que saber quais as opções de passe segundo estar disposto o rival. Pode ter um atacante, dois, outro que sobe. Tem diversas variantes para construção. Nisso, vamos trabalhando. Gosto que jogue curto. se tiver que jogar longo, tem que jogar longo. Não há que se jogar sempre curto. Tem que se jogar no que é possível.”

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Eduardo Statuti

Repórter multimídia do 365Scores, atuo na cobertura de Atlético, Cruzeiro e América-MG. Também escrevo um pouco sobre Fórmula 1 e vôlei.

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