Fagner abre o jogo sobre clima ruim entre Vítor Pereira e jogadores do Corinthians em 2022
Vítor Pereira não tinha um bom relacionamento com os principais jogadores de 2022 do Corinthians, e chegou a ter a postura bastante criticada por alguns atletas, que fazem questão de dizer que o clima com Fernando Lázaro é muito melhor em 2023.
Em entrevista ao programa “Bola da Vez”, da “ESPN”, Fagner abriu o jogo sobre o clima na época do português e afirma que tudo mudou com a efetivação de Lázaro.
“Eu acho tudo (diferente). Sinceramente, tudo. É o dia a dia. As instruções. A maneira de lidar, olho no olho. Foi muito difícil. Não só comigo, acho que com todo mundo. Desde que eu cheguei ao Corinthians, a gente sempre teve um ambiente muito bom. E no ano passado… A gente conseguiu ainda chegar em finais, poderia até ter ido melhor no Campeonato Brasileiro. Mas são coisas que as vezes fogem né, você tem que obedecer”.
Um dos principais jogadores do Timão há quase dez temporadas, o lateral disse que a forma que Vítor Pereira deixou o clube, acertando com o Flamengo dias depois, mostra um pouco do que era o treinador do trato com os jogadores.
“Não é que faltava diálogo. São coisas que não condiziam com aquilo que ele pedia. Um exemplo: que ele fez mesmo na troca de um clube para outro. Isso aí já mostra um pouco do que você pode esperar daquela pessoa. Não posso te falar uma coisa aqui e chegar ali nas suas costas e falar outra”.
Começo de tudo
Segundo Fagner, o comandante começou a perder o grupo depois da entrevista coletiva na derrota por 2 a 0 para o Atlético-GO, em Goiânia, pela Copa do Brasil, em 28 de julho. À época, VP disse que viu uma equipe “de barriga cheia”, que jogou sem esforço após derrotar o Atlético-MG em Minas pelo Brasileirão.
“Para mim a explicação deste jogo é muito simples. Vi uma equipe lutando em todos os duelos, jogar com a faca na boca, dividindo todos os lances, e vi a minha… Depois, a vitória em Mineiro (Atlético-MG) nos fez mal. Jogamos de barriga cheia. Não lutamos por todas as bolas, chegamos sempre atrasados, eles foram sempre mais rápidos e mais fortes na bola”.
O lateral disse que essa declaração iniciou uma relação difícil com o restante dos jogadores. “A partir do momento que você vai para a entrevista e expõe que seu time esta saciado, acho que você quer dizer que seu time não tem apetite pela vitória. Não tem fome de vitória. Como assim? Minha vida se resume a vencer. Saio de casa todo dia para treinar, para tentar evoluir, porque quero vencer. Minha vida inteira foi essa competição, assim como a de todos os meus companheiros lá. A gente se cobra. A gente se olha e fala: “Vamos, vamos, vamos””.
“Então, a partir do momento que você expõe, ‘ah, porque os atletas que voltaram de lesão…’. Ué, mas calma aí. No jogo passado tinha atletas que voltaram de lesão também que jogaram. Ganhou (do Atlético-MG). Por que você não falou a mesma coisa? Então eu acho que essa linha de “ganhou está tudo bom, perdeu eu vou expor um ou dois”… Acho que tem que ter um consenso. Ou eu vou expor mesmo, na vitória ou na derrota, ou não. Lá dentro eu resolvo meus problemas e aqui fora eu falo o politicamente correto”, explicou.
