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Em fim de contrato no Azerbaijão, Nogueira é alvo de clubes do Brasil e tem desejo de voltar ao Fluminense: “Seria privilégio”

Atualmente no Sabah, do Azerbaijão, o zagueiro Ygor Nogueira vive seus últimos meses de contrato, que encerra em junho. O jogador de 30 anos pode assinar um pré-vínculo com qualquer time e vem recebendo sondagens de clubes do Brasil e dos Emirados Árabes.

Em entrevista exclusiva ao 365Scores, Nogueira revelou que equipes da Série A e B do Campeonato Brasileiro o consultaram e que sente saudade de jogar no Brasil. No entanto, o defensor dará prioridade ao Sabah, a não ser que apareça um time que vá disputar a Libertadores.

“Já estou seis anos fora e todos os anos clubes do Brasil, tanto de Série A como de Série B, me perguntam sobre uma possível volta. Escuto com cautela, com bastante carinho, porque o Brasil é o meu país. Não vou negar para você que sinto saudade de jogar o Brasileirão, de sentir essa loucura positiva da torcida brasileira”, disse ao 365Scores.

“Mas também amo jogar fora, vivenciar outras culturas. Não posso cravar uma decisão porque quero, de fato, dar prioridade no momento para o Sabah.” 

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“A não ser que seja uma coisa muito fora da curva e que não tenho como esperar, se isso acontecesse, obviamente, que eu não pensaria duas vezes e faria. Se falando de não esperar, é de jogar uma Libertadores por um bom clube, um bom projeto…”, completou.

Voltaria para o Fluminense?

Revelado no Fluminense, Ygor Nogueira viveu momentos positivos e negativos no clube. O zagueiro é marcado pela expulsão nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2017. Para se provar novamente à torcida, o jogador tem o desejo de voltar ao Tricolor.

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“Se eu falar que não (sobre voltar ao Fluminense), é mentira da minha parte, porque é um clube que eu devo, e vestir a camisa do Fluminense novamente seria de verdade um privilégio.”

“Seria como coroar tudo aquilo que eu fiz no futebol e, de fato, mostrar para os torcedores e para mim mesmo o Nogueira que eu sou, não aquele que por um lance aquela imagem ficou (na expulsão contra o Grêmio em 2017). Seria um privilégio para mim, para a minha família, sei que é muito complicado esse retorno por muitos motivos, porém para mim seria um privilégio voltar a jogar no Fluminense.”

Nogueira junto de Pedro no Fluminense. Foto: Rodrigo Buendia/AFP via Getty Images

Nogueira chegou ao Sabah em 2024 e acumula passagens por Figueirense, CRB e Juventude no Brasil e Gent, Gil Vicente, Santa Clara e Chaves na Europa, além do Mazatlán, do México.

Veja outras respostas de Nogueira ao 365Scores:

Adaptação no Azerbaijão

“A minha passagem aqui tem sido bastante proveitosa. Já estou na minha segunda temporada. Tenho gostado bastante do país. É bastante diferente do que estava acostumado nos últimos anos. Estive no México, passei muito rápido na Bélgica também, estive em Portugal. 

E esse é um país completamente diferente de todos esses outros, mas que, positivamente falando, me surpreendeu bastante. É um país em nível cultural bastante diferente, em nível de pessoas, a nível de futebol também.

Futebol é bem diferente do que também estava acostumado. No começo, a gente sente alguma dificuldade de adaptação, mas foi bem rápido, diferente dos outros países. Estou curtindo demais essa minha aventura aqui no Azerbaijão.”

Diferença do Azerbaijão para o Brasil

“Obviamente que o Brasil está, se falando no nível técnico, entre os melhores do mundo. A diferença é ainda um pouco grande, discrepante, sendo bem claro. Aqui a liga tem essa nova lei que pode jogar 11 estrangeiros de início. Nosso time tem bastante europeu. Os treinadores são europeus. O clube tem essa filosofia de trazer essa coisa do futebol europeu.”

Liderança e busca pelo título inédito no Campeonato Azerbaijano

“Esse ano a gente vem muito bem no campeonato. É tudo um processo, começou no ano passado. Desde quando cheguei aqui, o nosso time era um bom time. Poderia brigar lá em cima, talvez não pelo título, mas ali nas competições europeias, não precisando de ganhar a Copa para se classificar para as competições europeias.

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(Na última temporada) Tivemos muitos empates, foi o recorde, 19 empates em uma temporada. Isso nos prejudicou bastante.

Nessa temporada, o clube manteve algumas peças importantes e vieram alguns jogadores, que deram uma encorpada no nosso elenco. A classificação para as eliminatórias da Champions é um peso muito grande. 

Acreditamos que podemos, sim, ter esse título, tirar esse domínio do Qarabag, que ganhou nos últimos quatro anos. Ganhar o título te proporciona jogar o playoff da Champions League. Eu não joguei ainda, então é um sonho pessoal.”

Sonho de jogar a Champions e negociação para renovar com o Sabah

“Esse é um sonho meu e pesa bastante jogar a Champions League. Acho que eu abriria mão de outras opções para viver esse sonho. Tenho 30 anos, me considero novo ainda no futebol, porém a gente sabe que esse sonho é muito difícil de ser alcançado.

Estou no meu último ano de contrato, o clube tem interesse (em renovar), já começaram as negociações. O interesse deles é por mais um ou dois anos, mas está só no começo das negociações.

Também tiveram alguns outros interesses do próprio mundo árabe, do Brasil também. Sou feliz aqui no Sabah, mas obviamente que quero escutar, sim, outras opções.”

Relação com o Fluminense

“Eu sou cria de Xerém. Cheguei lá com 11 anos e o Fluminense foi a base para mim, me desenvolver como pessoa e como jogador. Foram 14 anos no clube, é uma história. 

Eu levo o Fluminense com muito carinho, muito respeito na minha vida. Tive muitos momentos bons, muitos momentos também muito complicados, mas todos eles me serviram de muita aprendizagem para me tornar o homem que sou hoje, o atleta que sou hoje.

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O ano que mais joguei foi 2017, onde tive a oportunidade de jogar mais vezes com Abel Braga e onde vivi o melhor momento e também o pior momento. 

Estava no meu terceiro ano de profissional, enfrentando aquelas pressões, sendo cobrado, porque estava como titular no time. Aprendi muito nesse ano, tanto de forma positiva, porque eu vivenciei grandes jogos, como de forma negativa, porque me fez pensar o futebol de uma maneira muito diferente e me fez ser muito forte nesses momentos.

Foi dessa parte que começou a minha saída do Fluminense, que foi minha expulsão na Copa do Brasil de 2017. Eu tive uma expulsão com 4, 5 minutos de jogo no Maracanã. 

A gente iniciou o jogo muito bem, eu estava muito bem no Fluminense, titular, e essa expulsão foi um divisor de águas no clube para não ter mais uma sequência. Depois disso foi muito complicado porque daí a torcida começou a me vaiar e já não teve mais aquela aceitação, por mais que eu fazia jogos bons posteriormente. 

Pedi um empréstimo e pensava que depois do Figueirense em 2018 ia voltar para o Fluminense com a poeira um pouquinho mais baixa e ia ter mais oportunidades, e não aconteceu e tive minha saída para Portugal.”

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Fellipe Perdigão

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