Bastidores

Da Vila para o mundo: Relembre a carreira de Diego Ribas, que se despede do futebol neste sábado

Diego Ribas da Cunha, mais conhecido como Diego Ribas, anunciou no último sábado que irá se aposentar após a rodada final do Brasileirão 2022, que acontece neste sábado, às 16h (de Brasília), no Maracanã. O meio-campista de 37 anos é um dos jogadores mais importantes de sua geração e se despedirá do Flamengo após conquistar inúmeros títulos e se tornar ídolo.

Veja o vídeo e a carta aberta escrita por Diego ao anunciar seu adeus!

O meia e Diego Alves, que se despedem, levarão uma imagem de si na manga da camisa com os dizeres: “Obrigado, capitão”.

Diego e Diego Alves terão patchs personalizados na camisa do Flamengo contra o Avaí — Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O meia chegou ao time da Gávea em 2016, disputou 287 jogos e fez 44 gols. Nestas sete temporadas, conquistou 12 títulos e só fica atrás de Zico e Júnior na lista dos jogadores mais vitoriosos da história do clube. Pela equipe, conquistou os seguintes títulos:

  • Libertadores da América (2019 e 2022)
  • Brasileiro (2019 e 2020)
  • Copa do Brasil (2022)
  • Recopa Sul-Americana (2020)
  • Supercopa do Brasil (2020 e 2021)
  • Carioca (2017, 2019, 2020 e 2021)

Relembre a trajetória de Diego no futebol até se despedir dos gramados:

Santos (2002-2004)
Cria da base do Santos, Diego se destacou no clube, teve imenso destaque com apenas 16 anos, e já mostrava para o Brasil que jogava um futebol de gente grande. Com ajuda do meio-campista e do garoto Robinho, a equipe foi campeã brasileira naquele ano.

Porto (2004-2006)
Em 2003, ele foi vice da Libertadores com o time da Vila Belmiro após ser derrotado pelo Boca Juniors, e deixou o clube brasileiro para defender o Porto. Diego chegou com status de grande contratação e tendo a responsabilidade de ocupar a lacuna deixada por Deco. Ficou em Portugal por apenas duas temporadas, tendo conquistado títulos nacionais e, o mais importante de sua passagem pelos Dragões, o Mundial de Clubes de 2004 ao derrotar os colombianos do Once Caldas nos pênaltis.

Werder Bremen (2006-2009)
O meio-campista foi comprado pelo Werder Bremen, da Alemanha, e viveu momentos especiais em três temporadas pelo clube alemão. O ponto alto foi o título da Copa da Alemanha, em seu último ano na equipe.

Juventus (2009-2010)
No time italiano, no entanto, foi o momento mais difícil da carreira de Diego. Apesar de ser considerada grande chance para brilhar e se destacar no futebol mundial, a passagem do brasileiro pela Itália não rendeu o esperado e, após uma temporada, o meia acabou retornando à Alemanha.

Wolfsburg (2010/11 – 2012 a 2014)
Embora não tenha apresentado os problemas físicos que atrapalharam sua passagem pela Juventus, Diego teve problemas com o técnico da época da equipe, Felix Magath. Ao fim da sua primeira temporada, ele foi emprestado ao Atlético de Madrid. Retornou ao Wolfsburg para uma temporada e meia antes de ser negociado em definitivo com o Atleti em janeiro de 2014.

Atlético de Madrid (2011/12 – 2014)
Na Espanha, o meio-campista reencontrou seu bom futebol ao ser treinado por Diego Simeone ajudando a equipe a vencer a Liga Europa em 2011-12. No entanto, não conseguiu se firmar no time no seu retorno e garantir a vaga de titular. Mesmo assim, foi peça importante na histórica temporada 2013-14, que terminou com o título do Espanhol e o vice-campeonato na Liga dos Campeões.

Fenerbahçe (2014-2016)
Depois da segunda passagem pelo Atlético de Madrid, Diego aceitou o desafio de defender o Fenerbahçe. A passagem teve até bons momentos, porém não fez história no clube turco como era o esperado. Após dois anos, decidiu voltar ao Brasil.

Flamengo (2016-2022)
Em 2016, foi contratado pelo Flamengo e chegou carregado nos ombros dos torcedores quando desembarcou no aeroporto, criando o tão conhecido “aeroFla”. Ele viveu bons e maus momentos, e, apesar de ser peça importante e referência técnica, foi citado como decepção pelo pênalti desperdiçado na final perdida de Copa do Brasil de 2017, contra o Cruzeiro, aliado a lesões.

Em 2018, esteve perto de deixar o clube, mas a diretoria optou por mantê-lo no elenco. Embora não tenha sido titular em todos os jogos, o meio-campista foi decisivo para o sucesso da histórica temporada 2019. Foi de seus pés, por exemplo, que saiu o lançamento que terminou com o gol do título da Libertadores, anotado por Gabigol sobre o River Plate.

Entre críticas e elogios, a passagem do Menino da Vila é histórica e promete deixar boas lembranças e saudade ao torcedor do Flamengo. Diego esteve presente em todas as conquistas da atual geração, que só não ganhou o Mundial de Clubes a partir de 2019.

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