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Cristiano Ronaldo se recusa a jogar pelo Al-Nassr; entenda

Cristiano Ronaldo não está entre os relacionados do Al-Nassr para o jogo contra o Al-Riyahd, nesta segunda-feira (2), e a ausência preocupa não só a equipe, mas toda a Liga Saudita. O atacante se recusou a jogar devido a discordâncias com a gestão do clube e à falta de aportes do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), segundo informações do “A Bola”.

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O português estaria extremamente insatisfeito com a forma como o Al-Nassr é tratado pelo PIF em comparação a outros clubes geridos pela entidade. Apesar dos pedidos públicos de Cristiano Ronaldo por reforços, a única contratação da equipe nesta janela de transferências foi a do meia Haydeer Abdulkareem.

Em comparação, o Al-Hilal, outro clube gerido pelo PIF, tem recebido um tratamento mais vantajoso. O time contratou Darwin Núñez e Pablo Marí nas últimas janelas e desembolsará 30 milhões de euros (R$ 187,3 milhões) para contratar o jovem atacante Kader Meité, do Rennes.

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A insatisfação de Cristiano Ronaldo vai ao encontro de uma crítica feita por Jorge Jesus, treinador do Al-Nassr, em entrevista recente. O técnico português afirmou que sua equipe não possui o “poder político” que o Al-Hilal detém.

O comentário repercutiu amplamente no futebol saudita, gerando debates sobre um possível favoritismo do PIF em relação ao Al-Hilal. O clube chegou a pedir punição para Jorge Jesus pelo comentário polêmico.

O que é o PIF?

O Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita se consolidou, em 2026, como um dos “players” mais influentes do mercado global. Sob o comando do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o fundo — que hoje administra ativos superiores a US$ 900 bilhões — deixou de ser apenas um reservatório da riqueza do petróleo para se tornar um arquiteto de influência geopolítica e econômica.

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A estratégia do PIF para o futebol atua em duas frentes agressivas: a elevação da liga local ao topo mundial e a expansão de influência na elite europeia.

  • Domínio Doméstico (Saudi Pro League): Em um movimento sem precedentes de privatização, o PIF assumiu 75% do controle dos quatro maiores clubes do país — Al-Hilal, Al-Nassr, Al-Ittihad e Al-Ahli. Essa manobra permitiu aportes bilionários para a contratação de estrelas globais, transformando a liga saudita em um produto de exportação midiática.
  • Vitrine Europeia (Newcastle United): A aquisição do clube inglês serviu como prova de conceito. Em poucos anos, o fundo transformou um time tecnicamente estagnado em um competidor frequente da Champions League, aplicando um modelo de gestão que equilibra investimentos massivos com conformidade às regras de sustentabilidade financeira da UEFA.

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João Pedro Cupello

Jornalista formado pela FACHA do Rio de Janeiro. Carioca apaixonado por futebol, basquete, e tudo que envolve o mundo dos esportes!

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