FutebolBrasileiro - Série A

Craques que fizeram história nos duelos Flamengo vs. Palmeiras: Ídolos em confronto

Como sabemos, todo jogo do futebol brasileiro é marcado por rivalidade dentro e fora de campo. Tendo em base os diversos conflitos, nós, do 365 Scores, separamos para vocês um especial sobre o duelo Flamengo e Palmeiras.

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Venha conhecer os craques que deixaram sua marca nos confrontos entre Flamengo e Palmeiras. Relembre momentos icônicos, rivalidades dentro de campo e jogos inesquecíveis. Leia agora!

Rivalidade entre Flamengo e Palmeiras

Em pleno século XXI, a maior rivalidade do futebol brasileiro é Flamengo e Palmeiras. Isso porque ambos os clubes começaram um capítulo acirrado nos últimos anos, principalmente em finais de competições como Libertadores, Brasileirão e até a Supercopa do Brasil.

A disputa entre Rubro-Negro e Verdão ficou quente em 2016, na corrida pelo título do Brasileirão, que foi conquistada pela equipe de Abel Ferreira. Neste ano, surgiu a provocação do “cheirinho” após torcedores flamenguistas se animarem com chances de ficar com a taça, sentindo o “cheiro” de título.

Já em 2018, o Flamengo novamente se colocou como desafiante à liderança do Palmeiras no Brasileirão. Mais uma vez os paulistas levaram a melhor. Desta vez, jogadores do Alviverde chegaram a fazer provocações públicas sobre o “cheirinho”.

Por sua vez, em 2019, o Flamengo viveu um ano histórico. Naquela temporada, a equipe carioca era comandada por Jorge Jesus e foi campeã da Libertadores e do Brasileirão, com direito ao atacante Gabigol “puxando” a famosa música “o Palmeiras não tem Mundial” na festa de final de temporada.

No entanto, a rivalidade entre os dois clubes só se disparou mesmo a partir de 2020 com a concentração de títulos. Até então, cada clube tinha dois títulos para cada lado. Na temporada marcada pela pandemia, o Palmeiras, de Abel Ferreira, foi campeão da Libertadores e da Copa do Brasil. Já o Flamengo conquistou de maneira dramática aquela edição do Brasileirão, confirmando a taça nos últimos minutos da rodada final.

Na temporada seguinte, em 2021, o Verdão e o Rubro-Negro disputaram a final da Libertadores, com os alviverdes levando a melhor na prorrogação para ficarem com o bicampeonato e chegarem ao terceiro título da competição.

Já na última temporada, a concentração de título do futebol brasileiro ficou totalmente entre Flamengo e Palmeiras. Desta vez, Rubro-Negro e Verdão inverteram a temporada 2020, sendo que o clube da Gávea foi campeão invicto da Libertadores e ganhou a Copa do Brasil, enquanto o Palmeiras ficou com o título do Brasileirão.

Zico vs. Ademir da Guia: A Batalha de Ídolos

Apesar de ter e ter tido jogadores bons em toda a história, Zico, sem dúvidas, é o maior ídolo do Flamengo. Sua história no Rubro-Negro começou aos 14 anos de idade após indicação de um amigo da família.

Chegando ao Flamengo em 1967, Zico deu os primeiros passos no time profissional em julho de 1971, com apenas 18 anos. E a partida de estreia foi logo um clássico contra o Vasco, no Maracanã. Com a camisa 9, o jovem foi escalado pelo treinador Fleitas Solich na ponta-direita e participou da vitória por 2 a 1.

Após a estreia aos 18 anos, Zico passou por um trabalho especial para ganhar porte físico e, a partir disso, entrou para a história do clube. Entre 1971 e 1983, disputou 635 partidas e marcou 476 gols. De quebra, liderou o Flamengo nas conquistas da Libertadores e do Mundial, em 1981, além de três Campeonatos Brasileiros (1980, 1982 e 1983) e seis Cariocas.

Foto: Divulgação

Pendurou as chuteiras em 1985, após sofrer uma grave lesão em que teve que ser submetido a duas cirurgias.

Em uma carreira de tanto destaque, Zico alcançou diversas marcas impressionantes. Sendo o maior artilheiro de todos os tempos no Maracanã com 334 gols marcados, e também o maior artilheiro do Fla-Flu com 19 gols. Com duas bolas de ouro, cinco bolas de prata e ainda dois prêmios de artilheiro, é o maior vencedor da história do prêmio da revista Placar.

Outro ídolo, que vamos destacar, é o Ademir da Guia, do Palmeiras. Ele foi integrante da Primeira e da Segunda Academia do Verdão, por onde fez história pelo clube entre os anos 1960 e 1970. Sua estreia no profissional foi em 1962, aos 20 anos, e atuou pela equipe alviverde por 16 temporadas.

Ao todo, Ademir da Guia disputou 902 partidas e marcou 155 gols. Além disso, é o jogador com mais títulos conquistados pelo clube, ao lado de Junqueira, com 12 troféus conquistados. Com a camisa Alviverde, Ademir conquistou o Campeonato Brasileiro em 1967 (Torneio Roberto Gomes Pedrosa), 1967 (Taça Brasil), 1969, 1972 e 1973; o Torneio Rio-São Paulo em 1965; o Campeonato Paulista em 1963, 1966, 1972, 1974 e 1976; e o Torneio Laudo Natel em 1972.

Júnior e Leivinha: O Brilho nos Clássicos

Júnior: O Maestro do Flamengo

Conhecido com Maestro Júnior, o ex-jogador Júnior teve seu auge no Flamengo. Seu futebol chamava a atenção uma vez que era bom marcador e grande distribuidor de jogadas, além de ser ambidestro. A facilidade para jogar bem com as duas pernas permitiu atuar como lateral-esquerdo e direito, volantes e meio-campista.

Em 1974, estreou pelo profissional do Flamengo obtendo destaque logo de cara. Ao todo, jogou 865 partidas, sendo o jogador que mais vezes vestiu a camisa rubro-negra. Júnior participou de 508 vitórias, 212 empates e 156 derrotas, marcando 78 gols.

Seu momento mais marcantes com a camisa rubro-negra foi no Campeonato Brasileiro de 1992. Naquele ano, o Maestro comandou a equipe ao título da competição. Na primeira fase do torneio, o Flamengo ficou na quarta colocação, após uma arrancada de recuperação e que deu direito ao clube a uma das vagas para a segunda etapa do torneio.

Com a primeira colocação, o Flamengo conseguiu se classificar para à decisão da competição para enfrentar o Botafogo, líder do outro grupo e favorito na decisão. Como capitão, Júnior conquistou mais um título para a Gávea.

Leivinha: A Estrela do Palmeiras

Na Segunda Academia do Palmeiras, quem ditava o ritmo da equipe era Ademir da Guia, o Divino. No entanto, nos anos seguintes, Leivinha encantava os palmeirenses. A cabeça, que causou tanto sofrimento aos goleiros adversários, pensava de maneira única, como apenas os craques são capazes. Gols, dribles, toques de primeira e assistências que se eternizaram nos corações alviverdes.

Em 1971, o meia Leivinha se apresentava aos palmeirenses e mostrava que não seria apenas mais um no time. Com apenas 17 minutos em campo, balançou as redes do Guarani na goleada por 4 a 0, no Brinco de Ouro.

Ao todo, Leivinha marcou 106 gols e disputou 263 partidas durante os quatro anos e meio em que esteve no Palmeiras. Bicampeão nacional (1972 e 1973) e estadual (1972 e 1974), não foi parado nem mesmo por ameaças de morte feitas por um corintiano. Entretanto, foi impedido de ir ainda mais longe por diversos problemas físicos, abandonado os gramados precocemente, aos 29 anos.

Romário vs. Evair: Os Artilheiros do Clássico

Romário: O Baixinho Implacável

Romário teve passagens por grandes clubes brasileiros e europeus, entre eles o Vasco, Flamengo e Fluminense. Depois de um bom tempo na Europa, ele resolveu retornar ao Brasil e o Rubro-Negro, time que havia dominado o futebol brasileiro, queria seguir no topo e fez a contratação do baixinho.

Romário chegou ao clube em 1995, e logo ganhou a eleição de melhor jogador do mundo, já com contrato assinado com o Flamengo. Assim, o atacante se tornou o único jogador na história a ganhar essa eleição sem estar com contrato firmado com um time europeu.

Apesar do elenco recheado de craques, o clube não obteve sucesso na temporada. Perdeu a disputa do Carioca para o Botafogo e no Campeonato Brasileiro não conseguiu avançar para as fases finais.

Em 1996, o Flamengo de Romário conseguiu a conquista do Campeonato Carioca, tendo o camisa 11 mais uma vez como artilheiro da competição. Nessa passagem, o ex-jogador atuou em 79 jogos e marcou 68 gols.

Em 1998, voltou ao Flamengo e marcou mais 38 gols em 39 jogos.

O grande desempenho e a vontade de permanecer no Brasil fizeram com que Romário acertasse em definitivo com o Flamengo, ficando no clube entre 1998 e 1999. Nessa passagem, mais 101 gols marcados em 106 partidas disputadas.

No total do ciclo de passagens pelo Flamengo, disputou 240 jogos e marcou 204 gols, sendo o 5º maior artilheiro da história do clube.

Foto: Ruediger Fessel/Bongarts/Getty Images

Evair: O Matador Palmeirense

Evair começou sua carreira em 1980 nas categorias de base, e só em 1984, foi promovido ao profissional. Ao fazer sua estreia, o jogador contou com um novo desafio: mudança de posição em capo. Ele passou a jogar como atacante, deixando de ser meio-campista.

Depois de retornar ao Brasil, seu clube foi o Palmeiras e foi por lá que Evair conquistou seu primeiro título da carreira. No entanto, seu começo no Alviverde não foi fácil e o jogador chegou a ser afastado do elenco principal, em 1992, pelo treinador Nelsinho Baptista por “deficiência técnica”.

O panorama mudou quando o Verdão contratou o técnico Otacílio Gonçalves, que trouxe o atacante de volta ao elenco principal. Seu retorno foi importante tanto para o jogador como para o clube uma vez que foi um dos principais jogadores da histórica conquista do Campeonato Paulista, que o clube não vencia há 16 anos.

Em 1994, Evair viveu o ápice de sua carreira quando marcou 53 gols na temporada e conquistou os títulos do Campeonato Paulista e do Campeonato Brasileiro.

Reprdução/Instagram/Atalanta

O Clássico Atual: Novos Heróis em Cena

A rivalidade entre Flamengo e Palmeiras tem crescido a cada jogo. Isso porque os dois times despontaram no futebol brasileiro por conta de seus poderes financeiros e gestões eficientes, além de terem jogadores em nível alto que ajudam as respectivas equipes.

No Flamengo, atletas como Gabigol, Pedro, Arrascaeta, Éverton Ribeiro são principais nomes que marcam o confronto. Já pelo lado do Palmeiras, Dudu, Veiga, Gabriel Menino, Zé Rafael, Rony, Artur são jogadores que estão deixando o nome marcado na história desta rivalidade.

O confronto mais marcante em toda a história foi a final da Copa Libertadores 2021, vencida pela equipe paulista, por 2 a 1, na prorrogação.

Na decisão, o Verdão venceu a partida por 2 a 1 na prorrogação, após o tempo normal ter terminado empatado por 1 a 1. O Palmeiras abriu o placar com Raphael Veiga logo no início do jogo. O Flamengo igualou com Gabigol aos 27 da segunda etapa. No começo da prorrogação, um erro do meia flamenguista Andreas Pereira no campo de defesa possibilitou ao centroavante Deyverson roubar a bola e marcar o gol de desempate, resultado que o alviverde manteve até o final da partida.

Após a conquista, alguns jogadores do Palmeiras comemoraram desabafando, tendo como alvo o volante Willian Arão, que havia mencionado dias antes que o Flamengo seria campeão.

Por sua vez, do lado do Flamengo, os jogadores e a torcida deram respaldo a Andreas pelo erro cometido, com o treinador Renato Gaúcho atribuindo a culpa do vice para si.

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