Assistir a uma Copa do Mundo presencialmente é o auge para qualquer amante do futebol, mas a edição de 2026 apresenta um desafio logístico e financeiro inédito. Pela primeira vez, o torneio será dividido entre três países: Estados Unidos, México e Canadá.
Isso exige do torcedor não apenas a paixão pelo esporte, mas uma engenharia financeira para lidar com deslocamentos longos, variações de câmbio (dólar americano, dólar canadense e peso mexicano) e a inflação natural de preços em grandes eventos.
Diferente do Catar em 2022, onde tudo se concentrava em um raio pequeno, 2026 exigirá escolha de “sedes base”. O custo final dependerá do perfil do viajante: aquele que busca o conforto dos pacotes de hospitalidade (com ingressos garantidos) ou o aventureiro que tentará a sorte na “loteria” da Fifa e montará seu próprio roteiro de viagem.
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Quanto custa assistir à Copa do Mundo de 2026
Estados Unidos

Os Estados Unidos receberão a maior parte dos jogos, incluindo a final. É o destino que exige o maior orçamento, devido ao dólar valorizado e ao custo elevado de serviços em cidades como Nova York, Los Angeles e Miami.
- Passagens Aéreas: Voos diretos do Brasil para hubs como Miami ou NY em alta temporada giram em torno de R$ 5.500 a R$ 8.000 (classe econômica). Voos internos entre sedes podem custar entre 200 e 500 dólares por trecho.
- Hospedagem: A rede hoteleira é vasta, mas inflacionada. Um hotel 3 estrelas em Nova York ou Los Angeles durante o evento não sairá por menos de 250 a 400 dólares (R$ 1.500 a R$ 2.400) a diária.
- Alimentação: Para comer de forma razoável (mix de fast-food e restaurantes casuais), o turista deve separar cerca de 80 a 120 dólares (R$ 480 a R$ 720) por dia.
- Ingressos: Baseado em 2022 e na inflação, o ingresso mais barato para estrangeiros (Categoria 3) deve partir de 80 a 100 dólares na fase de grupos, ultrapassando a marca de mil dólares na revenda oficial.
- Custo Estimado (10 dias): Aproximadamente R$ 30.000 a R$ 35.000 por pessoa (perfil moderado com conforto e segurança).
México

O México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey) oferece o melhor custo-benefício. O peso mexicano é mais acessível frente ao real, e os custos de alimentação e transporte interno são bem menores que nos outros países.
- Passagens Aéreas: Voos do Brasil para a Cidade do México custam entre R$ 4.000 e R$ 6.500.
- Hospedagem: É possível encontrar hotéis confortáveis e bem localizados por 100 a 200 dólares (R$ 600 a R$ 1.200) a diária.
- Alimentação: O ponto forte. Com 40 a 60 dólares (R$ 240 a R$ 360) por dia, come-se muito bem no México.
- Ingressos: Seguem a tabela FIFA (em dólares), então o custo é o mesmo dos EUA.
- Custo Estimado (10 dias): Aproximadamente R$ 18 a R$ 25 mil por pessoa (perfil moderado com conforto e segurança).
Canadá
Com sedes em Toronto e Vancouver, o Canadá é um meio-termo. O dólar canadense é geralmente mais barato que o americano, mas o custo de vida nas cidades-sede é mais “salgado”. A questão dos hotéis também é mais complicada por conta da baixa variedade e quantidade de opções.
- Passagens aéreas: Geralmente exigem conexão nos EUA (necessita visto americano) ou voos diretos para Toronto, custando entre R$ 5 e R$ 7,5 mil.
- Hospedagem: Toronto e Vancouver têm os mercados imobiliários mais caros da região. Espere pagar 300 a 500 dólares canadenses (R$ 1,2 a R$ 2 mil) por noite em hotéis medianos.
- Alimentação: Custa cerca de 80 a 120 dólares canadenses (R$ 320 a R$ 480) por dia.
- Visto: O eTA (autorização eletrônica) é barato e rápido para quem já tem visto americano, facilitando a burocracia.
- Custo estimado (10 dias): Aproximadamente R$ 25 a R$ 35 mil por pessoa (perfil moderado com conforto e segurança).
Pacotes de viagem
A Fifa oferece o “On Location”, que é a agência oficial da entidade e que oferece pacotes para a Copa do Mundo de 2026. Neles, há opções variadas para os diferentes objetivos dos torcedores: combos com apenas um jogo (Single Match), com foco em uma sede (Venue Series) e para acompanhar uma seleção em específico (Follow My Team).
“Single Match” (Jogo avulso)
A opção para quem quer apenas “sentir o gosto” da Copa do Mundo em um jogo específico, há o pacote mais simples com valor mais baixo.
- Preço: Jogos de fase de grupos comuns custam a partir de 1.400 dólares (R$ 8,4 mil) por pessoa no setor Pavilion. Abertura e Final custam de 5 a 10 vezes mais.
“Venue Series” (Série por estádio)
Essa opção de pacote é ideal para quem vai ficar apenas em uma cidade (Miami ou NY) e quer ver todos os jogos lá, independente das equipes.
- O que inclui: Ingressos de hospitalidade para todos os 4 a 8 jogos daquele estádio.
- Preço médio (EUA): A partir de 8,2 mil dólares (aproximadamente R$ 49 mil) por pessoa para o pacote mais simples (Pavilion) em estádios menores. Em Nova York/Nova Jersey (palco da final), pode passar de 14 mil dólares (R$ 84 mil).
- Preço médio (México/Canadá): Levemente mais barato, começando em 7.600 dólares (R$ 45,6 mil) na Cidade do México.
“Follow my team” (Série por seleção)
Por fim, esse pacote dá ao torcedor a possibilidade de estar garantido em todos os jogos da sua seleção de preferência. Garante ingressos para os jogos do Brasil, por exemplo, independente de onde sejam.
- Pacote fase de grupos (três jogos):
- Nível Pavilion: A partir de 2.800 a 3.500 dólares (R$ 16,8 a R$ 21 mil).
- Nível Club/Lounge: A partir de 5.500 dólares (R$ 33 mil).
- Pacote “Até a Final” (sete jogos – condicional): Se o Brasil (exemplo) avançar, você tem o ingresso. Se cair, você vê quem passou ou recebe reembolso parcial (regras variam).
- Valor estimado: Ultrapassa os 25.000 dólares (R$ 150 mil) por pessoa nos níveis intermediários.
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