A CBF anunciou, em evento realizado nesta terça-feira (27), seu novo projeto para a profissionalização da arbitragem no futebol brasileiro, exclusivo para a Série A do Campeonato Brasileiro.
Trata-se do “PRO” (Programa de Profissionalização da Arbitragem), um projeto que investirá R$ 195 milhões no biênio 2026/2027 para transformar o apito em uma carreira de elite.
Pela primeira vez na história, 72 profissionais, sendo 59 homens e 13 mulheres, formarão a chamada “Elite do Apito”. O grupo é composto por 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 especialistas em VAR, selecionados com base no desempenho das últimas temporadas e no escudo da Fifa.
A grande mudança está no regime de trabalho: os escolhidos terão contrato de prioridade com a CBF, recebendo um salário fixo garantido, reajustado pelo IPCA, além de taxas variáveis por jogo e bônus por performance.
De acordo com o presidente da CBF, Samir Xaud, o objetivo é alinhar o Brasil às melhores práticas globais e atender a uma demanda de décadas de clubes e torcedores.
“Trata-se de uma mudança estrutural profunda e necessária, pedida há décadas por todos aqueles que amam nosso esporte. É um movimento que segue as melhores práticas de outras grandes federações do mundo. Uma pauta que precisava ser estudada com todos os setores do futebol e implementada com firmeza, mas que estava adormecida aqui na CBF. Como em outros casos, essa nova gestão resolveu encarar o desafio”, disse o presidente da CBF, Samir Xaud.
Com a participação de 38 clubes e consultoria internacional, o modelo se inspira no que já funciona em ligas como a Premier League e a Bundesliga, focando em quatro pilares fundamentais: estrutura, saúde, técnica e tecnologia.
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Mais cobrança, menos margem para erro
Essa nova estrutura financeira vem acompanhada de uma rotina rigorosa, idêntica à de jogadores de futebol. Os árbitros agora possuem um cronograma diário de condicionamento físico e técnico, monitorado por smartwatches e tecnologia biométrica.
O suporte é multidisciplinar, incluindo nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. No entanto, a estabilidade não é absoluta: a CBF criou um ranking de desempenho anual que servirá de termômetro para a renovação dos contratos.
Ao final de cada temporada, os dois profissionais com pior nota em cada categoria serão rebaixados para divisões inferiores, abrindo espaço para novos destaques, garantindo uma renovação constante no quadro de árbitros.
A tecnologia também será o braço direito desse processo. O sistema de impedimento semiautomático já está sendo instalado em 27 estádios brasileiros e, embora não estreie nas primeiras rodadas por precaução, será o padrão ao longo da temporada, somando-se ao uso de RefCams e tecnologia da linha do gol.
Para os casos de falhas graves, a “geladeira” foi modernizada: o protocolo prevê afastamento por 28 dias e retorno obrigatório através de categorias de base ou divisões menores para melhoria técnica.
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