Abel Ferreira desabafa após expulsão contra o Cuiabá: “Me tira a vontade de estar aqui”
Na tarde deste sábado (15), o Palmeiras venceu o Cuiabá em sua estreia no Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado positivo, mais uma vez Abel Ferreira foi expulso. Após a partida, o treinador do Verdão desabafou.
“Eu estou curioso para saber o que ele vai escrever (na súmula). Mas o pior disso tudo é chegar em casa e enfrentar minha mulher e minhas filhas, quando tenho feito um esforço tremendo para melhorar nisso. Eu sei que tenho que melhorar nisso. Eu fico triste. Isso me tira a vontade de ser treinador, me tira a vontade de estar aqui. Estou muito curioso, mesmo, para saber o que o bandeirinha vai escrever no relatório”, disse o treinador.
“Hoje estou triste, triste mesmo. Uma parte do meu coração está feliz porque ganhamos um jogo difícil. Mas estou triste… Pá, estou triste. Eu gosto de ver o futebol, sou intenso quando estou dentro das quatro linhas, intenso no jogo. Talvez seja essa tolerância zero, que ainda não estou adaptado. Mas estou triste. Acho que meus jogadores não mereciam ficar sem o treinador no banco. Eles sabem o quanto me esforço para os ajudar. Foi tudo muito confuso. Eu não queria ser expulso, tinha um objetivo meu. Fui expulso na Supercopa, levei dois amarelos até agora, mas não adianta. Não estava nos meus planos ser expulso hoje. Não sei se trabalho que estou fazendo é suficiente, se é a tolerância zero, se o meu português não está claro… Não sei, não sei”, complementou.
Arbitragem confusa
Além disso, o comandante do Palmeiras ainda ressaltou que viu uma arbitragem confusa em campo e tentou explicar o lance em que recebeu o cartão amarelo.
“Acho que foi uma arbitragem confusa, inclusive comigo. Mas isso é o que eu acho. Eu falei com os jogadores, o que fico triste é que vou chegar em casa e minha mulher vai moer minha cabeça: “Tem aqui duas filhas, não é exemplo para ninguém, sabe que contigo é tolerância zero”. Mas eu não o ofendi. Não entendi a expulsão. Eu perguntei do amarelo ao López, e depois veio de vermelho direto. O fiscal de linha fala comigo em espanhol. Eu sou português, de Portugal. É a mesma língua. Não estou dizendo que sou santo, que não sou. Mas acho que foi uma tremenda confusão do bandeirinha”, afirmou.
“O vermelho, sinceramente, não entendo. O árbitro está do outro lado, eu estou reclamando de uma falta que eu achava que era sobre o López. O bandeirinha deve ter confundido, que teria falado que foi quem expulsou na Supercopa… Eu não acredito nisso. Eu sequer falei com o árbitro. O auxiliar interpretou alguma coisa que eu disse, que estou muito curioso para saber o que é. Eu não ofendi. Tudo que puserem de ofensa, é mentira. Foi o bandeirinha que ouviu, o árbitro estava lá longe. Vocês viram o (Raphael) Claus falar. Há árbitros que não tenho problema nenhum. Talvez a regra nova de tolerância zero… Mas como disse bem, tem que ser para todos. Foi uma arbitragem muito confusa”, complementou Abel.
O que diz a súmula?
Na súmula da partida, o árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva relata que foi ofendido pelo treinador do Palmeiras.
“Após ser informado pelo arbitro assistente 01, expulsei diretamente por: sair da sua área técnica ir em direção ao arbitro assistente 01 gesticulando e proferindo aos gritos as seguintes palavras “que arbitragem de merda”, relatou a autoridade no documento oficial da CBF.
Quando soube do conteúdo da súmula, Abel Ferreira voltou a se comunicar com os jornalistas, e questionou se eles concordavam com o que disse o árbitro.
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