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Di María comenta sobre disputa entre Messi e Cristiano Ronaldo

O meia Ángel Di María é um dos poucos jogadores que tiveram a oportunidade de atuar ao lado dos dois maiores nomes de sua geração: Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. O argentino, que atualmente defende o Rosario Central, foi questionado sobre a eterna disputa entre os craques e apontou diferenças entre os atletas.

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Segundo Di María, Cristiano Ronaldo se destacava pela ética de trabalho e pelo esforço constante para ser o número um. Em contrapartida, destacou que Messi possuía um “dom divino” para o futebol.

“Cris era pura dedicação e esforço para ser o número um, mas Messi, tomando mate no vestiário, mostrou mais tarde que tinha um dom divino para ser o melhor”, disse Di María, em entrevista ao “As”.

O argentino também afirmou que Cristiano Ronaldo foi uma grande inspiração ao longo de sua carreira, especialmente pela dedicação aos próprios objetivos. No entanto, ressaltou que Messi “complicou” a trajetória do português rumo ao posto de melhor do mundo.

“Em termos de profissionalismo, Cristiano é o número um disparado. Sua ética de trabalho, sua capacidade de manter o nível e seu esforço constante para ser o melhor enquanto competia com Leo Messi foram realmente louváveis, mas ele coincidiu com a era de Messi, o que complicou significativamente seu objetivo”, opinou Di María.

Di María afasta comparações com Messi e Maradona

Di María também comentou uma declaração de César Luis Menotti, treinador campeão mundial com a Argentina em 1978, que faleceu em 2024. O técnico era um admirador confesso do meia do Rosario Central e chegou a colocá-lo no mesmo patamar de Diego Maradona e Lionel Messi.

Entretanto, Di María não se enxerga nesse nível. O jogador afirmou estar muito distante do patamar alcançado por Messi e Maradona.

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“Na época, fiquei muito grato a César por aquelas palavras, mas não concordei com elas, pois ambos pertencem a outro patamar. Foi um elogio muito gentil, e eu nem conhecia Menotti quando ele disse isso. Quando o encontrei, agradeci pessoalmente, mas sei que não é bem assim e que estou muito distante de ambos”, afirmou.

Trajetória de Ángel Di María

Di Maria
Foto: Catherine Ivill/Getty Images

Ángel Di María, carinhosamente apelidado de “El Fideo”, é um dos jogadores mais decisivos e, paradoxalmente, um dos mais subestimados da história recente do futebol mundial. Em janeiro de 2026, aos 37 anos, o argentino caminha para o capítulo final de uma carreira lendária, consolidado como o “homem das finais” e um dos maiores parceiros que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo já teve.

A trajetória de Di María começou no Rosario Central, onde o futebol mundial descobriu sua velocidade e habilidade no drible. O início promissor serviu de trampolim para sua chegada ao Benfica, clube no qual viveu ascensão meteórica entre 2007 e 2010, antes de dar o salto definitivo para o topo do futebol europeu.

No Real Madrid, Di María atingiu protagonismo absoluto entre 2010 e 2014, sendo eleito MVP da final da “La Décima” da Champions League. Em seguida, teve passagem pelo Manchester United (2014–2015), antes de se tornar ídolo do Paris Saint-Germain, onde atuou entre 2015 e 2022 e saiu como o maior assistente da história do clube.

Após uma experiência curta na Juventus em 2022/23, o argentino retornou ao Benfica para sua “Last Dance” no futebol europeu. Entre 2023 e o início de 2026, manteve alto nível em Lisboa, provando que sua qualidade técnica e inteligência de jogo seguiram intactas.

Atualmente, Di María defende novamente o Rosario Central. No clube do coração, “El Fideo” desfruta do carinho da torcida que o revelou, encerrando sua trajetória no futebol exatamente onde tudo começou.

Di María na seleção argentina

Pela seleção argentina, Di María transcendeu as críticas e as lesões do passado para se tornar o amuleto supremo de uma era de ouro, sendo o autor dos gols que definiram os títulos da Copa América de 2021 e da Finalissima, além de balançar as redes na épica final da Copa do Mundo de 2022.

Parceiro histórico e indispensável de Lionel Messi, Di María consolidou sua mística como o “homem das finais”, despedindo-se oficialmente da Albiceleste com a conquista da Copa América de 2024.

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João Pedro Cupello

Jornalista formado pela FACHA do Rio de Janeiro. Carioca apaixonado por futebol, basquete, e tudo que envolve o mundo dos esportes!

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