O velório de Pelé começou na manhã desta segunda-feira, na Vila Belmiro, e já conta com diversas autoridades do mundo inteiro. Além da presença de torcedores e familiares, o presidente da Fifa, Gioanni Infantino, e o da CBF, Ednaldo Rodrigues, também compareceram ao estádio para dar o último adeus ao Rei.
A primeira autoridade a chegar no local foi o ministro do STF Gilmar Mendes. Em seguida, os presidentes Gianni Infantino (Fifa), Alejandro Dominguez (Conmebol), Ednaldo Rodrigues (CBF) e Reinaldo Carneiro Bastos (Federação Paulista de Futebol) chegaram juntos à Vila.
Paulo Wanderley Teixeira, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, o prefeito da cidade de São Paulo Ricardo Nunes e o governador do estado de SP Tarcísio de Freitas também se juntaram aos mandatários na cerimônia.
Ídolos do Santos também estão presentes: Manoel Maria, Serginho Chulapa, Clodoaldo, Zé Roberto, Lima, Abel, Elano, Lalá e Aguinaldo. Zé Roberto, inclusive, ajudou Edinho, filho de Pelé, ajudou a carregar o caixão com o corpo do ex-jogador.
Márcia Aoki, esposa de Pelé, chegou ao velório pouco depois da abertura ao público e chorou muito ao lado do caixão, sendo consolada por Edinho.
Veja abaixo as declarações de algumas autoridades
Gianni Infantino
“Pelé é eterno. Muitas coisas que no futebol 99% podem só sonhar em fazer, e o 1% que faz só fez depois de Pelé. Estamos aqui com uma enorme tristeza, mas também com a alegria de Pelé. O que posso dizer aqui é nós vamos pedir para todas as federações de todos os países que nomeiem um estádio com o nome de Pelé, porque creio que os jovens e as futuras gerações precisam saber e relembrar quem era Pelé”.
Ednaldo Rodrigues
“Talento de ser um atleta completo, mas pela personalidade e dedicação às causas. Principalmente as que envolvem as questões sociais e com as crianças. É uma pessoa que sofria racismo calado, mas dava a resposta com trabalho. Isso perdura até hoje. Ele inspira cada um de nós, negros, a dizermos que somos capazes e temos que ser respeitados. Treinava mais do que todos, procurava se aperfeiçoar mais do que todos. É o atleta de todos os séculos, nunca será substituído”.
Alejandro Domínguez
“Qualquer coisa que a Conmebol faça como homenagem sempre vai ser pouco por tudo que o Rei deu ao futebol sul-americano, brasileiro e mundial”.
Tarcísio de Freitas
“Hoje é dia de prestar homenagem ao maior de todos. O Brasil deve muito ao Pelé pelo que ele representa pelo Brasil. Para nós é uma hora ter o maior jogador da história. Três das nossas estrelas da camisa da seleção foram conquistadas por ele. Vamos pensar [em homenagens do Governo de SP]. A gente já viu o governo federal anunciando um acréscimo no nome do porto de Santos. Acho que todas as homenagens que a gente fizer ainda vai ser pouco por tudo o que Pelé fez por nós”.


